O Que É Phishing?

Phishing é um golpe online em que criminosos se fazem passar por empresas confiáveis para obter informações confidenciais ou induzir a instalação de programas maliciosos.

Os ataques de phishing:

  • Esses ataques ocorrem por meio de comunicações fraudulentas, geralmente enviadas por e-mail ou mensagem de texto, que simulam fontes legítimas.
  • Os atacantes induzem as vítimas a clicar em links, baixar arquivos ou fornecer dados, com o objetivo de roubar credenciais, informações financeiras ou de acessar redes corporativas.
  • Os golpistas exploram a confiança e o medo, utilizando mensagens urgentes ou promessas atrativas para induzir ações impulsivas.

Um exemplo comum de phishing é o recebimento de um e-mail supostamente enviado pelo banco, informando sobre um “problema de verificação de conta” e solicitando ao usuário que clique em um link para confirmar sua identidade. O link direciona para um site falso que captura as credenciais de acesso.

As consequências de um golpe de phishing incluem roubo de senhas, vazamento de dados, transferências bancárias não autorizadas, roubo de identidade, infecção por malware (como ransomware) e perdas decorrentes de fraudes por e-mail (BEC).

Em 2024, a Group-IB identificou mais de 80.000 sites de phishing, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Iniciativas como a Operation Contender 2.0 demonstram que esse tipo de ameaça continua sendo um desafio significativo para empresas de setores como a logística, o turismo e os serviços online.

Diferentes Tipos de Ataques de Phishing

As táticas de phishing variam conforme a criatividade dos agentes maliciosos. Os tipos de ataques mais comuns incluem:

1. Email Phishing (Phishing em Massa)

Este é o tipo mais comum de phishing, no qual e-mails são enviados em massa com mensagens genéricas, como falsos alertas de segurança, anexos de fatura ou solicitações para “confirmar sua conta”.

Exemplos de e-mails de phishing dessa categoria incluem mensagens sobre “tentativas de login suspeitas” ou “atualizações de conta bancária” que pedem que você clique em um link e faça login.

Esses e-mails geralmente imitam empresas conhecidas, como PayPal ou Microsoft, para parecerem autênticos. No entanto, muitos contêm erros de ortografia, gramática inadequada ou URLs suspeitas, o que facilita a identificação deles como falsos.

2. Spear Phishing

Diferentemente do envio em massa, o spear phishing tem como alvo uma pessoa ou uma organização específica. Os e-mails geralmente usam seu nome, mencionam sua empresa e seu cargo, ou simulam ser de um colega ou de um fornecedor conhecido.

Em 2022, a Group-IB descobriu uma campanha de spear phishing em larga escala apelidada de 0ktapus. A campanha teve como alvo mais de 130 organizações de diversos setores, incluindo tecnologia, telecomunicações, instituições financeiras e varejo.

Utilizando kits de phishing simples, os ataques combinaram engenharia social e técnicas para comprometer credenciais corporativas e códigos de autenticação de dois fatores (2FA). Para uma análise completa da campanha 0ktapus, consulte nosso relatório detalhado, “Roasting 0ktapus”.

3. Whaling Phishing

Ataques de whaling são uma modalidade de spear phishing voltada a executivos e gestores sêniores.

O whaling explora a autoridade ou o acesso de profissionais de destaque, usando e-mails e sites falsos. Muitas vezes, sobrepõe-se a golpes de Business Email Compromise (BEC), nos quais os atacantes se passam por CEO ou CFO para induzir transferências bancárias.

Em maio de 2024, um golpe muito bem elaborado, com deepfake, teve como alvo o CEO da WPP, Mark Read. Os atacantes criaram uma conta falsa no WhatsApp com uma foto pública de Read e agendaram uma chamada no Microsoft Teams, usando voz e vídeo deepfake gerados por IA para solicitar dinheiro e dados pessoais de um executivo sênior. O esquema foi frustrado pela vigilância desse executivo e da equipe da WPP.

Consulte as análises da Group-IB sobre fraudes com deepfake para saber mais sobre phishing com IA, gestão de riscos e táticas de engenharia social.

4. Smishing (Phishing por SMS)

O smishing utiliza mensagens de texto (SMS) ou aplicativos como WhatsApp e Telegram para enviar links ou códigos maliciosos às vítimas.

Usuários de dispositivos móveis tendem a ser menos atentos, e a tela reduzida pode ocultar sinais de fraude. O SMS também é menos seguro do que o e-mail, pois os filtros de spam das operadoras são menos eficazes.

Exemplos incluem mensagens falsas de bancos (“Suas informações de conta estão bloqueadas, verifique aqui”), transportadoras (“Pacote não entregue, atualize o endereço através deste link”) ou outros serviços. Essas mensagens geralmente apresentam um pedido urgente e uma URL encurtada para induzir o clique.

5. Vishing (Phishing por Voz)

Em ataques de vishing, golpistas usam ligações telefônicas ou mensagens de voz para enganar as vítimas, fingindo ser suporte técnico, autoridades ou departamentos de fraude bancária. O objetivo é gerar pânico e pressionar a vítima.

Em janeiro de 2025, um golpe de engenharia social no Oriente Médio combinou vishing com software de acesso remoto para roubar dados de cartão de crédito e códigos OTP (senha de uso único). O esquema envolvia passar por órgãos governamentais ou empresas legítimas, visando pessoas que haviam registrado reclamações em portais do governo e explorando sua confiança para processar reembolsos.

O esquema consistia em fazer-se passar por entidades governamentais ou empresas legítimas e visar indivíduos que tivessem apresentado reclamações online através de um portal governamental, aproveitando-se da sua confiança e disponibilidade para cooperar no processo de reembolso.

Phishing em Redes Sociais

Esse tipo de phishing se espalha por meio de mensagens pessoais, publicações, comentários, grupos e descrições de perfis nas redes sociais, entre outros.

O phishing em redes sociais geralmente envolve golpistas enviando links maliciosos por mensagens no Facebook ou no LinkedIn, fingindo ser um contato que “precisa de ajuda”, ou criando perfis falsos de suporte ao cliente no Instagram para capturar vítimas, em uma tática conhecida como angler phishing.

De acordo com o High-Tech Crime Trends Report 2025 da Group-IB, muitos grupos de Advanced Persistent Threat (APT) utilizam redes sociais, plataformas de mensagens e serviços em nuvem para distribuir malware e driblar a detecção em múltiplas fases.

6. Fraude em Anúncios/ads

Muitas campanhas de phishing utilizam anúncios online ou resultados de busca para atingir vítimas. No malvertising, atacantes compram espaços publicitários ou comprometem redes de anúncios para exibir anúncios que redirecionam usuários para sites de phishing.

O SEO poisoning envolve criar sites falsos que aparecem bem posicionados nos mecanismos de busca para palavras-chave específicas, como “download de software popular”. Usuários que clicam nesses resultados são direcionados a sites falsos que solicitam login ou induzem o download de malware.

Por exemplo, fraudadores já usaram anúncios de busca do Google para promover sites de phishing que imitam corretoras de criptomoedas, enganando usuários que clicam nesses anúncios.

Em 2019, o esquema Classiscam surgiu em sites de classificados. Golpistas publicavam anúncios falsos e usavam engenharia social para induzir usuários a transferir dinheiro para cartões bancários. Desde então, as campanhas de Classiscam se tornaram altamente automatizadas, utilizando bots do Telegram e grupos de chat para criar rapidamente sites de phishing convincentes.

Consulte o relatório mais recente da Group-IB, “Demystifying Classiscam”, para entender como o Classiscam se tornou um dos esquemas de fraude mais populares atualmente. O esquema envolve mais de 384 grupos criminosos e utiliza 169 marcas em 64 países.

Sinais comuns de uma tentativa de phishing

As técnicas de phishing evoluem constantemente, mas a maioria das tentativas apresenta sinais de alerta que permitem identificar um e-mail ou uma mensagem de phishing a tempo.

Veja os principais sinais de uma tentativa de phishing:

1. Anormalidades em Endereços de E-mail e Nomes de Domínio

Golpistas frequentemente se passam por marcas e por sites legítimos para aumentar a credibilidade de seus e-mails e de seus sites de phishing. Qualquer anormalidade nos endereços de e-mail ou nos nomes de domínio deve ser motivo de atenção.

2. Domínio Registrado Recentemente

Sites de phishing raramente permanecem ativos por muito tempo, pois são frequentemente bloqueados. Por isso, sites criados há menos de um mês devem ser considerados suspeitos. A data de registro do domínio pode ser verificada em serviços de Whois.

3. Irregularidades no Conteúdo do Site ou E-mail

Os atacantes raramente utilizam uma cópia completa do site; portanto, algumas seções podem estar ausentes ou redirecionar o usuário para o site oficial. Imagens de baixa qualidade, textos mal elaborados e erros gramaticais ou de digitação também podem indicar phishing.

4. Remetente ou Recursos Mencionados Desconhecidos

Serviços de envio de e-mail legítimos proíbem o envio a destinatários que não autorizaram o recebimento de mensagens. Se um usuário receber um e-mail de um remetente ou de uma marca para a qual não se inscreveu, isso pode indicar uma tentativa de phishing.

5. Links Suspeitos em E-mails

Anexos de e-mail são uma forma eficaz de exfiltrar dados da vítima e de instalar payloads maliciosos. Alguns serviços de e-mail verificam e bloqueiam anexos suspeitos. No entanto, a melhor prática é não baixar anexos de e-mails suspeitos.

6. Senso de Urgência

E-mails ou sites de phishing buscam induzir a vítima a clicar e executar a ação desejada. A forma mais eficaz de conseguir isso é criar senso de urgência ou explorar emoções como a ganância, o medo, a compaixão ou a afinidade.

Promessas de dinheiro fácil, ofertas prestes a expirar, avisos de infecção no dispositivo, endossos de celebridades ou mensagens sobre fatos atuais podem ser sinais de phishing.

Técnicas de Phishing

Agentes de ameaça buscam constantemente táticas mais convincentes para enganar vítimas e proteger sites de phishing contra bloqueios. Veja abaixo as técnicas de phishing mais conhecidas atualmente.

1. Phishing Tradicional

Essa técnica utiliza um nome de domínio criado exclusivamente para fins de phishing. O site imita, total ou parcialmente, o recurso legítimo da organização visada.

Os seguintes parâmetros ajudam a identificar o phishing tradicional:

  • A data de registro do domínio não ultrapassa alguns dias.
  • O nome de domínio é total ou parcialmente semelhante ao nome do recurso visado;
  • Visualmente, a página reproduz, total ou quase totalmente, o formulário de entrada de dados de um recurso legítimo.

2. Invasão de Site

Nessa técnica, agentes de ameaça invadem recursos legítimos e enviam conteúdo de phishing para servidores vulneráveis. Características distintivas da invasão de site:

  • Se a vítima não usar a URL completa de phishing, um recurso legítimo é aberto;
  • O nome de domínio foi criado há muito tempo.
  • Frequentemente, o proprietário do site é uma organização legítima, reconhecida e de boa reputação.

3. Uso de Domínios Técnicos

Outra técnica popular de phishing é o uso de domínios técnicos de diversos registradores e provedores de hospedagem. O registro fácil e gratuito desses domínios permite que agentes de ameaça criem grandes volumes de recursos na web rapidamente.

Uma marca característica dos domínios técnicos é o grande número de sites não relacionados em seus subdomínios. Isso pode ser verificado por meio da análise dos resultados de busca do domínio de segundo nível.

4. Phishing Multimarca

Nesse caso, o usuário encontra uma página de phishing que lista várias marcas. Por exemplo, uma página falsa de pagamento de e-commerce exibe uma lista de bancos ou serviços de pagamento e pede à vítima que escolha seu provedor. Essa abordagem permite que os atacantes atinjam clientes de diversas instituições simultaneamente, aumentando as chances de capturar vítimas, independentemente da opção escolhida.

Pesquisadores da Group-IB descobriram uma campanha de phishing multimarca no Vietnã. Cada site de phishing exibia os logotipos de 27 grandes bancos, seja em uma única página ou como uma opção suspensa na qual as vítimas escolhiam seu banco. Esses sites, então, redirecionavam os usuários para um portal de login fraudulento, como parte de um esquema de sequestro de OTP.

5. Uso de Form Builders

Nessa técnica de phishing, ferramentas legítimas de criação de páginas com formulários são utilizadas. Atacantes costumam usar esses serviços para criar pesquisas que induzem as vítimas a compartilhar dados sensíveis.

Agentes de ameaça aproveitam ao máximo essa técnica, driblando facilmente as soluções de segurança. As pesquisas ou outras páginas são criadas em domínios confiáveis e de alta reputação, o que as torna legítimas.

6. Browser-in-the-Browser (BitB)

O BitB é uma das técnicas de phishing mais enganosas e eficazes. Consiste em exibir à vítima uma janela de phishing adicional com um nome de recurso falsificado.

Essa janela inclui um ícone de certificado SSL e a URL de um recurso legítimo, tornando-a semelhante ao site legítimo em todos os aspectos. Analistas do CERT-GIB examinam rigorosamente esse tipo de golpe no post do blog “Letting off Steam”.

Técnicas Usadas por Atacantes para Driblar a Detecção de Phishing

Agentes de ameaça geralmente garantem que apenas alvos específicos consigam visualizar o conteúdo de phishing. Esse acesso restrito dificulta a detecção por especialistas em anti-phishing e por provedores de hospedagem.

Veja abaixo as técnicas de evasão usadas por atacantes para prolongar a vida útil dos sites de phishing e aumentar a probabilidade de sucesso dos ataques.

1. Restrição por IP ou Geolocalização

Visitantes de determinadas localizações podem ter acesso limitado a certas páginas de phishing. Para aplicar esse método, agentes de ameaça restringem o acesso a endereços IP de um país específico. Se esse parâmetro for configurado incorretamente, o usuário pode ser redirecionado para um recurso oficial ou de terceiros.

Para neutralizar essa tática, especialistas em anti-phishing examinam cuidadosamente campanhas e kits de phishing utilizados por agentes de ameaça. A atenção é dada aos seguintes parâmetros:

  • Zona de domínio do recurso
  • Idioma do domínio
  • País do objeto atacado

2. Acesso por Links Únicos ou Temporários

Essa técnica envolve o uso de uma URL criada especialmente para a vítima e disponível por tempo limitado. Outra variação é disponibilizar o link da página de phishing apenas durante uma sessão específica.

Geralmente, esses links são gerados por meio de um script específico carregado em outra página, por um link que redireciona o usuário para uma URL de uso único ou por caminhos que geram o link final.

3. Restrição por Configurações do Dispositivo

Uma campanha de phishing pode ter como alvo usuários de dispositivos específicos. Nesses casos, a página de phishing só abre corretamente com o User-Agent adequado, que identifica o dispositivo do visitante. Às vezes, agentes de ameaça restringem o acesso a um recurso de phishing a navegadores específicos.

4. Página de Fachada (Stub Page)

Stub pages são sites, geralmente de caráter publicitário ou informativo, que se parecem com recursos legítimos e não contêm anexos maliciosos. Esse disfarce, porém, esconde a página de phishing, que é visível apenas para potenciais vítimas.

Nomes de domínio e datas de registro revelam a natureza fraudulenta dessas páginas. A análise de campanhas de phishing e o monitoramento constante de novos domínios permitem impedir a disseminação de páginas de phishing que usam essa técnica, mesmo quando não há conteúdo final nelas.

Evolução do Phishing: Principais Tendências

O termo “phishing” surgiu em meados da década de 1990, quando hackers da America Online (AOL) induziam usuários a revelar senhas e números de cartão de crédito. Os primeiros ataques eram simples, distribuídos em massa por e-mail ou mensagens com muitos erros de digitação.

Hoje, o phishing é mais disseminado e prejudicial, impulsionado por avanços tecnológicos e pelo aumento dos serviços de cibercrime na dark web.

As principais tendências que demonstram a evolução do phishing incluem:

De E-mails Básicos a Kits de Phishing Avançados

Um kit de phishing é um conjunto de ferramentas que permite a cibercriminosos criar e operar várias páginas de phishing simultaneamente. O Computer Emergency Response Team da Group-IB (CERT-GIB) registrou um aumento de 25% no uso desses kits em 2022, ao analisar mais de 6.000 deles.

Outros dados relevantes da pesquisa incluem:

  • Kits de phishing são facilmente adquiridos ou baixados na dark web e geralmente visam produtos e serviços populares, como Microsoft Live, Office 365, OneDrive e Outlook.
  • Esses kits permitem que golpistas com pouca experiência técnica realizem ataques sofisticados. Cerca de 10% dos kits contêm backdoors ocultos, permitindo que seus desenvolvedores acessem dados roubados ou controlem recursos de hospedagem.
  • Embora o e-mail ainda seja o principal método para extrair credenciais, atacantes recorrem cada vez mais a alternativas, como bots do Telegram e do Google Forms.
  • Kits de phishing modernos utilizam técnicas avançadas de anti-detecção, como diretórios dinâmicos, páginas 404 falsas, randomização e tecnologias anti-bot, dificultando a detecção e prolongando a duração das campanhas.

Saiba como o banco de dados de kits de phishing da Group-IB contribui para impedir ataques de personificação de marca e investigar campanhas de phishing com mais eficácia, promovendo a conscientização em segurança.

Ascensão do Phishing-as-a-Service (PhaaS)

Assim como no modelo de ransomware-as-a-service, as plataformas de PhaaS vendem acesso a campanhas e infraestrutura de phishing. Isso inclui páginas/templates de phishing prontos, hospedagem de sites falsos, ferramentas de envio de e-mail/SMS, entre outros.

Muitas operações de PhaaS adotam planos de assinatura em camadas, enquanto outras recorrem a programas de afiliados ou ao compartilhamento de lucros, o que permite campanhas de phishing em larga escala. Provedores de PhaaS protegem seus clientes com medidas como bulletproof hosting e exigência de pagamentos em criptomoedas.

No início de 2024, a Group-IB participou de uma operação global para desarticular a LabHost, uma provedora canadense de Phishing-as-a-Service. Entre as diversas plataformas de PhaaS, a LabHost se destaca por oferecer, além de serviços de phishing, mecanismos para monetizar cartões de crédito e credenciais bancárias roubadas, como o LabRefund.

Ataques de Phishing Multicanal

Atacantes utilizam múltiplos canais de comunicação, como e-mail, SMS (smishing), ligações de voz (vishing) e redes sociais, para aumentar a eficácia dos golpes. Essas campanhas geralmente começam com um e-mail de phishing, seguido de mensagem de texto ou de uma ligação, reforçando a urgência.

A expansão dos canais de ataque aumenta a credibilidade e dificulta a detecção de golpes. Redes sociais são usadas para coletar informações pessoais e criar mensagens mais convincentes. Em alguns casos, atacantes utilizam códigos QR em locais físicos para direcionar vítimas a sites maliciosos.

A integração da IA aumentou a eficácia dos ataques multicanal. Ferramentas de IA permitem analisar grandes volumes de dados, personalizar mensagens, imitar estilos de comunicação e automatizar o envio de mensagens de phishing em várias plataformas. Nosso e-guide Cybersecurity X AI detalha as ameaças de phishing potencializadas por IA para apoiar sua compreensão desses desafios.

Abuso de Marcas e Plataformas Confiáveis

Uma tendência preocupante é o uso de domínios confiáveis por parte de fraudadores para mascarar ataques. E-mails de phishing frequentemente parecem legítimos, utilizando logotipos e identidade visual familiares para imitar comunicações internas.

Os agentes de ameaça utilizam domínios confiáveis para contornar Secure Email Gateways (SEGs) e filtros de spam, que normalmente bloqueiam atividades suspeitas, softwares maliciosos ou domínios desconhecidos. SEGs raramente sinalizam URLs de plataformas confiáveis devido ao histórico positivo desses domínios.

Em dezembro de 2024, a solução Digital Risk Protection da Group-IB mostrou como cibercriminosos exploram domínios e plataformas confiáveis ao inserir URLs de phishing em links do Adobe.com, DocuSign e Google AMP. Usuários visualizam links como “https://indd.adobe.com/…” e presumem que são seguros. O documento simula enviar uma mensagem importante em PDF (por exemplo, “Novo Documento PDF Recebido”), mas contém um link de phishing para roubar credenciais.

Melhores Práticas para Impedir e Bloquear o Phishing

Para proteger sua organização contra ameaças de phishing, recomendamos combinar prevenção proativa com resposta rápida. 91% dos incidentes cibernéticos começam com um único e-mail de phishing, o que evidencia que o phishing explora o comportamento humano, não apenas vulnerabilidades tecnológicas.

Confira as melhores práticas para impedir e bloquear o phishing, unindo conscientização, detecção precoce e resposta rápida:

1. Realize treinamentos regulares de conscientização sobre phishing

Fortaleça suas equipes de segurança e o conhecimento interno com programas de educação em cibersegurança para:

  • Identificar sinais comuns de phishing, como pedidos urgentes ou incomuns, erros de digitação, ou anexos e links suspeitos.
  • Reconhecer o comportamento, as ferramentas e as técnicas dos golpistas com base em cenários reais de ataque.
  • Interromper ataques antes que se agravem ao identificar um link de phishing ou um anexo suspeito.

2. Fortaleça a Segurança de E-mail e Acesso

Implemente controles avançados de segurança de e-mail, soluções de Endpoint Detection and Response (EDR) e protocolos de autenticação para bloquear e-mails de phishing antes que alcancem os usuários:

  • Proteja gateways de e-mail com filtros de spam e de malware, além de sandboxing de URLs para bloquear links maliciosos.
  • Utilize padrões de autenticação de e-mail, como DKIM, DMARC e SPF, para verificar remetentes e evitar falsificação de mensagens.
  • Aplique autenticação multifator em todas as contas para limitar o acesso não autorizado, mesmo em caso de comprometimento de credenciais.

Avalie a segurança do seu e-mail com o Group-IB Trebuchet, uma ferramenta automatizada que testa a proteção de e-mail e de rede contra ataques cibernéticos direcionados.

3. Monitore Regularmente e Remova Rapidamente Ameaças Externas

Para ampliar a visibilidade e detectar ameaças, monitore proativamente sua presença digital e identifique rapidamente casos de personificação de marca, mensagens suspeitas ou registros de domínio.

Inclua um processo para denunciar e remover sites de phishing e outros problemas de segurança:

  • Desative nomes de domínio usados para phishing ou remova conteúdos maliciosos o mais rápido possível.
  • Envie notificações ao registrador, ao provedor de hospedagem e ao proprietário, reunindo evidências da atividade de phishing. As informações de contato podem ser obtidas em serviços de Whois. Se o phishing estiver hospedado em um domínio invadido, notifique primeiro o proprietário do recurso.
  • Entre em contato com equipes de CERT e provedores de hospedagem para solicitar que pressionem o responsável a acelerar a suspensão do recurso de phishing.

A plataforma de Digital Risk Protection da Group-IB utiliza um processo de remoção em três estágios para maximizar o sucesso na detecção e remoção de violações de phishing. Essa abordagem permitiu ao AVO Bank identificar e eliminar 90% dos recursos fraudulentos nos estágios iniciais, incluindo ameaças como canais falsos no Telegram e golpes direcionados a executivos.

A solução Managed Extended Detection and Response (Managed XDR) da Group-IB também ajudou o AVO Bank a minimizar os riscos internos. Mesmo que um funcionário baixe um arquivo malicioso ou execute malware recebido por e-mail, os arquivos são bloqueados antes de causarem danos.

4. Implemente a Prevenção de Fraude como Rede de Segurança

Mesmo com defesas fortes, alguns ataques de phishing podem passar despercebidos. Ferramentas eficazes de prevenção à fraude ajudam a detectar e interromper rapidamente essas tentativas:

  • Utilize device fingerprinting e análise comportamental para sinalizar logins suspeitos e ataques de credential stuffing. Isso permite detectar fraudes de sessão e evitar, em tempo real, o roubo de fundos dos clientes.
  • Permita que as equipes de segurança detectem e respondam imediatamente ao uso não autorizado de credenciais roubadas.
  • Adapte regras personalizadas ao seu perfil de risco e às necessidades regulatórias, avaliando-as com base em dados históricos.

A Fraud Protection da Group-IB utiliza automação de resposta para neutralizar rapidamente tentativas de sequestro de conta. Quando uma conta comprometida realiza ações de alto risco, como transferências incomuns de fundos a partir de um novo dispositivo após um ataque de phishing, a plataforma aciona automaticamente medidas de proteção, como o congelamento da conta ou o bloqueio da transação, e alerta a equipe de fraude para evitar prejuízos.

Olhando para o futuro, o CEO da Group-IB, Dmitry Volkov, prevê que o phishing se tornará ainda mais perigoso com o avanço das manipulações baseadas em IA e das fraudes com deepfake. É possível que, em breve, vejamos atacantes usando rotineiramente áudio e vídeo deepfake para se passar por pessoas confiáveis, reforçando a necessidade de estratégias avançadas de detecção e prevenção.

Como a Group-IB Protege Organizações Contra o Phishing

Enquanto o fator humano for o elo mais fraco, o phishing não será totalmente eliminado. No entanto, com conhecimento e capacidades adequadas de detecção, é possível se antecipar aos fraudadores e interromper o ciclo de ataques.

A Group-IB oferece soluções especializadas de Phishing and Scam Protection para proteger e-mails, web e redes sociais. Nossa abordagem inclui detecção precoce, remoção rápida e defesa proativa, indo além do simples bloqueio.

  • O Digital Risk Protection (DRP) da Group-IB monitora continuamente a internet para identificar sites de phishing, domínios falsos e campanhas fraudulentas direcionadas à sua marca ou à sua equipe. A tecnologia detecta até 90% das violações e as remove em segundos. O DRP bloqueia automaticamente a maioria dos recursos de phishing e de fraude, enquanto os demais são removidos com o apoio de nossa rede de parceiros.
  • Com tecnologia patenteada de análise retroativa, o Business Email Protection da Group-IB detecta e bloqueia golpes automaticamente, remove conteúdo malicioso de e-mails mesmo após a entrega e monitora continuamente a segurança dos e-mails da empresa.
  • O Threat Intelligence Platform da Group-IB oferece detecção de phishing e visibilidade total do cenário de fraudes, permitindo a implementação de estratégias práticas de defesa. Também fornecemos inteligência de fraude detalhada ao longo de toda a cadeia de ataques, facilitando a análise de técnicas e estágios de phishing complexos.
  • A solução Fraud Protection da Group-IB integra recursos como detecção de bots, biometria comportamental, IA explicável e segurança de API. Essa solução reduziu em 20% os falsos positivos e a necessidade de OTPs, em 30%, além de detectar e prevenir até 20% mais tentativas de fraude.

Com o aumento de ameaças como fraude de identidade sintética, deepfakes e phishing avançado, a verificação multifator tornou-se essencial, especialmente nos setores financeiro e bancário. As tecnologias antifraude da Group-IB oferecem biometria comportamental, device fingerprinting, sistemas de Anti-Money Laundering (AML) e outros recursos para reforçar essa proteção.

Nossa plataforma protege mais de 500 milhões de usuários globalmente em bancos, fintechs, e-commerce e plataformas de jogos online. Entre em contato com nossos especialistas para saber mais sobre proteção contra phishing.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Quais são os tipos mais comuns de ataques de phishing?

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Os ataques de phishing mais comuns incluem phishing por e-mail (e-mails em massa), spear phishing (e-mails personalizados para indivíduos ou grupos) e whaling (direcionado a executivos de alto escalão). Golpistas também utilizam smishing (phishing por SMS) e vishing (phishing por voz) para atingir vítimas pelo celular. Além disso, as redes sociais são usadas para phishing disfarçado de interações legítimas ou de atendimento ao cliente.

 

Como identificar um e-mail ou um site de phishing?

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E-mails de phishing geralmente apresentam remetentes desconhecidos, saudações genéricas (“Prezado Usuário”), linguagem urgente ou ameaçadora e erros de ortografia.

Quais são algumas técnicas avançadas de phishing usadas por cibercriminosos?

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Cibercriminosos utilizam táticas avançadas de phishing, como Business Email Compromise (BEC), plataformas de Phishing-as-a-Service (PhaaS), ataques Adversary-in-the-Middle (AiTM) e tecnologia de deepfake.

Como as organizações podem se proteger contra ataques de phishing?

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As organizações devem adotar controles avançados de segurança de e-mail, realizar treinamentos regulares e promover simulações de phishing para aumentar a conscientização e reduzir erros humanos.

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